25.3.09

A DEUSA LAKSHMI


A DEUSA LAKSHMI

Lakshmi é uma Deusa Indiana consorte Vishnu, um Deus Protetor, que é muito amada por seu povo. Foi ela que deu a Indra, o Rei dos Deuses, o soma (ou sangue do conhecimento) do seu próprio corpo para que ele produzisse a ilusão do parto e se tornasse o Rei dos Devas.
A Deusa Lakshmi significa "boa sorte" para os hindus. A palavra "Lakhsmi" é derivada da palavra "Laksya" do sânscrito, significando o "alvo", o "objetivo".


UM POUCO DE HISTÓRIA...
A mitologia dos Deuses hindus é uma das mais ricas do mundo. A natureza complexa dos Grandes Deuses como Brahma, o Criador, Vishnu, o Protetor, e Shiva, o Destruidor e suas consortes, está representada em muitos mitos cheios de ação, aventura e romance. Esses mitos materializam o espírito sutil e generoso do próprio hinduismo.
Existem grande quantidade de textos hindus que elogiam os Deuses,e alguns deles, como o Rig Veda, são muito extensos.
A Índia é um país muito grande, com uma vasta população de mais de um bilhão de pessoas, onde se fala 745 línguas distintas. Em torno de 80 porcento de sua população é hindu. O hinduismo como religião parece ter suas primeiras raízes na civilização do vale Indus (2500 a 1500 a. C.), que já adorava Shiva, o Deus da Criação e Destruição, e Devi, a Grande Deusa. Esses Grandes Deuses logo se fusionaram com os Deuses Vedas dos arios, que invadiram a índia em torno de 1200 a. C.
Os primeiros mitos hindus foram escritos em textos religiosos como o Rig Veda em torno de 1200 a. C., e as histórias continuaram desenvolvendo-se durante 2000 anos.
A crença da reencarnação está presente na concepção do hinduismo. Cada ser vivo possui uma alma que experimenta o que denomina de "samsara", ciclo que ocorre através de muitas formas corporais. O samsara dita um ritmo de nascimentos e mortes que podem repetir-se de forma indefinida. A lei do "karma" (em sânscrito "feito") dita os feitos de uma vida e determinam o caráter da próxima. Uma vida de honra aos Deuses, poderá ser recompensada na próxima reencarnação. Assim como o homem se conduz, assim será conduzido: aquele que sempre fizer o bem, não precisa ter medo do mal, pois através de suas boas obras poderá se converter em um homem santo.
O hinduismo dá maior ênfase a riqueza espiritual do que a material.


LUGARES SAGRADOS
A Índia está cheia de lugares sagrados chamados "tirthas", que significam "lugares onde vadeia um rio". Os hindus crêem que os rios levam poderes sagrados à terra e o mais importante desses rios é o Ganges, que nasce no Himalaia e atravessa de um extremo ao outro do norte da Índia para desembocar na baía de Bengala. Existem muitos lugares santos ao longo dos 25-7 Km do Ganges, dos quais o mais importante é Varanasi, a cidade de Shiva, onde seus fiéis vão banhar-se no rio.
Os hindus dizem que banhar-se no Ganges é como estar no céu. Por isso, muitos são os peregrinos que se reúnem lavarem-se em suas águas, que se compara com amrita, o elixir da vida.

NASCIMENTO DE LAKSHMI
Como todas as Deusas no panteão Hindu, Lakshmi tem muitas histórias sobre sua origem. Uma delas conta, que o Rei dos Reis, Indra, um certo dia, perdeu seus poderes e envelheceu. Um sábio nomeou um Deva menor para ir até Brahma em busca de uma solução. Entretanto,esse último o conduziu até Mahavishnu (avatar de Vishnu) para um melhor aconselhamento. Vishnu sorriu ao ouvir o problema dos Devas (Deuses Menores) e deu-lhes uma solução. Disse que deveriam agitar o poderoso oceano de leite e beber amrita, o elixir que os faria recuperar a juventude e a força.
Mas tal feito não era nada fácil. Como chocalhar o oceano? Usando a montanha Mandara e a serpente Vasuki. Os Devas então foram providenciar tudo. Mas a montanha Mandara necessitava de uma base para puxá-la. Então Vishnu transformou-se em uma tartaruga poderosa e serviu de base para a montanha. Colocaram ainda, a serpente Vasuki em torno da montanha para protegê-la.
Os demônios acordados com tanta agitação, também quiseram compartilhar o elixir. Os Devas, como sabiam que não conseguiriam realizar a tarefa sozinhos, aceitaram a ajuda dos Asuras (demônios).
Agitaram tanto o oceano até que seus braços se feriram e receberam então, quatorze presentes preciosos para à humanidade. A Deusa Lakshmi foi a última a emergir. Sentada sobre um lótus,era extremamente bela e encantou a todos. Os elefantes do céu derramavam gotas de água para refrescá-la. De acordo com a mitologia hindu, a terra inteira é mantida por quatro elefantes chamados Dik-gaj, onde "dik" significa o sentido e "gaj", o elefante.
Lakshmi trouxe consigo o elixir, que faria reviver a força dos Deuses. Escolheu então, para ser seu consorte, Vishnu. Vishnu carregou Lakshmi do oceano até o céu e cada vez que ele desce na terra como um avatar, é acompanhado por um avatar de Lakshmi.

18.3.09

UMA VIAGEM ESPIRITUAL NA LUZ DE KRISNA


Uma Viagem Espiritual na Luz de Krishna



Foi ali, fora do corpo*, além da percepção dos sentidos, que eu vi os Seus olhos de lótus.O amor estava no ar, acima do mundo dos homens.Embaixo, os cadáveres dos soldados e o cheiro da violência exalando em torno.Pairando, por cima dos corpos, em espírito, eles se entreolhavam confusos.Não sentiam dor alguma, mas o medo os esmagava de encontro a eles mesmos.O vazio interno era pior do que mil bombas estourando em seus corações.No entanto, Ele estava ali com suas hostes de trabalhadores extrafísicos.E, quando Ele tocou Sua flauta, tudo mudou e o céu se abriu na luz.Uma imensa coluna de luz azulada desceu sobre eles. Dentro dela, a cura espiritual.Elevados no ar, os soldados choraram. Sobre eles, pétalas douradas e a música d’Ele.E eu chorei junto com eles... Aquele choro de libertação, quando se vê a luz do espírito.Enquanto eles entravam na luz, Ele olhou para baixo e também abençoou os que ficaram.Vendo o Amor Maior em ação, fiquei ali, paralisado, diante de tal grandeza.Então, Ele me olhou e o som de sua flauta me atravessou por inteiro.Milhares de pétalas de luz desceram sobre o topo de minha cabeça.E eu mergulhei no estado de samadhi**, por obra e graça d’Ele.Em meio à luz, que era tudo, o Seu olhar, por entre as inumeráveis estrelas e mundos.E a compreensão do amor mais lindo de todos permeou todo meu ser.Num mar de serenidade, Ele preenchia o universo de amor.E o som de Sua flauta fecundava a tapeçaria sideral de vida e plenitude.Miríades de seres viajavam em seu Grande Coração Cósmico.E foi ali que Ele levou os soldados da Terra, para outras canções...Eles estavam de volta à casa, no céu do coração d’Ele.E eu, flutuando na luz, vi a felicidade deles, além do mundo dos homens.Enquanto Ele dizia, em meu coração: "O espírito é eterno. Não nasce nem morre, apenas entra e sai dos corpos perecíveis. Felizes são aqueles que sabem disso. E agora, volte à Terra e escreva aos homens sobre a luz do eterno, que arma alguma pode destruir. E deixe que a estrela prânica*** guie os propósitos de sua vida, e também fale do brilho dela aos seus companheiros de estudo e jornada espiritual."Deslizando na música d’Ele, voltei ao corpo material, cheio daquela luz estelar.E, agora, tento fazer o impossível: grafar a luz d’Ele em palavras.E, mais ainda, carregar o grande amor de Krishna em meu pequeno coração.PS: Sim, foi ali no Astral que eu vi os Seus olhos de lótus.Quando o céu se abriu, por entre os planos, na luz do amor...Essa luz, que também está em todos os corações.Esse amor que levou os soldados de volta para casa.E aquele som de flauta, que, até agora, ainda escuto dentro de mim.Ah, Krishna, que missão difícil você me deu: escrever sobre as coisas do espírito.Ainda mais no mundo dos homens tristes e esquecidos de sua verdadeira natureza estelar.E como carregar o Seu amor nesse meu pequeno coração?Paz e Luz.

Wagner Borges