27.5.18

Oração da prosperidade


Oração da prosperidade "Ó Deus criador deste imenso universo, estou aqui para te invocar em favor da minha vida financeira. Que do alto da minha cabeça até a planta dos meus pés, que eu seja envolvido por uma corrente de riqueza. Derrame sobre mim o dom da riqueza para que eu veja a tua glória e proclame a tua existência por onde eu passar. E que o anjo do dinheiro me visite e coloque em minhas mãos o espírito da sorte para que tudo que eu tocar venha prosperar e até o que era para dar errado passe a dar certo! Tu és o dono do ouro e da prata, então venha dos quatro cantos do mundo para me fazer um abençoado e de muitas posses. Manifeste em mim a tua grandeza e me faça ganhar, conquistar e enriquecer, porque tu és um Deus que soma, multiplica e acrescenta. Pelo poder do nome de Jesus Cristo eu levanto a minha voz e profetizo que a partir deste instante o dinheiro virá em todas as direções e em avalanches de abundâncias. A partir de agora, o meu destino está selado porque sou filho do Deus que criou todas as riquezas do mundo e vou me tornar muito rico. Então, me torne o novo ganhador de todos os prêmios do universo que tenho merecimento pelo teu poder pois sei que o Senhor pode interferir em minha vida. É o que eu te peço e determino que irá acontecer, em nome de Jesus Cristo. Amém."

4.11.09

POR QUE OS HOMENS GOSTAM TANTO DE USAR BIGODES


Realmente os indianos usam bastante bigodes, principalmente os hindus. Os mulçumanos usam mais a barba em homenagem a Maomé. Dizem que os hindus usam o bigode em homenagem a Arjuna, o companheiro de Krishna no Mahabharata, um dos cinco irmãos Pandavas. Mas se for feita uma uma pesquisa, a maioria dos indianos não vai saber o porquê do uso do bigode, provavelmente vão dizer que usam porque são homens. O hábito vai passando de um para o outro, assim como já foi costume há algum tempo atrás no Brasil quase todos os homens usarem bigodes ou cavanhaques. Depois esse hábito acabou como acabou o hábito do uso do chapéu. Na Índia, a origem do uso do bigode foi para homenagear Arjuna. Os Rajputs (uma linhagem de tribos do Rajastão) usavam e continuam usando bigodes diferentes, que fazem curvas como espiral, misturados com as barbas, e até bigodes gigantescos, e eles ostentam estes bigodes com o maior orgulho de um Rajput.
Globo.com

9.8.09

QUEM FOI INDRA


Indra não é propriamente uma pessoa e sim uma força que governa o reino dos céus. Nas escrituras hindus (Rig Vedas), ele é como um guerreiro montado em um elefante branco (Airavata) com um cedro de rei e um raio em uma de suas mãos, por isso é conhecido também como o deus das tempestades, o deus da guerra, o defensor dos Devas e da humanidade contra as forças do mal.
Ele venceu grandes batalhas, sua esposa é a bela rainha Indrani. Ele adora beber o “soma” para chamar a força. Mas de tempos em tempos seu reinado é trocado por outro que assume seu lugar, surgindo um novo Indra para governar esse plano celestial onde reside os Devas, as Apsaras e os seres Gandharvas. Ele também é associado ao pavão que o simboliza aqui na terra. Ele era mais venerado antes do período pós-Védico onde os avataras como Rama, Krishna (encarnações de Vishnu) e Shiva passaram a assumir um papel de maior devoção dos hindus.
Globo.com

25.7.09

POR QUE OS INDIANOS ACHAM QUE AS VIÚVAS NÃO DEVEM SE CASAR NOVAMENTE


Por que os indianos acham que as viúvas não devem se casar novamente

A Índia foi invadida diversas vezes por mongóis, mulçumanos, portugueses, franceses e ingleses. Em diversas épocas, quando os homens morriam os invasores ficavam com as viúvas , o que feria a honra dos hindus. Baseado nas leis de Manu, quando as viúvas não tinham filhos maiores que as protegiam, elas praticavam a “Sati” que é entrar na pira mortuária do marido para não cair nas mãos dos inimigos. Mas essa prática está proibida por lei desde o século XIX, ainda na dominação inglesa.
A lei de Manu também diz que, mesmo depois de o marido morrer, a viúva ainda é parte dele e não deve se casar de novo. Existem também na Índia os viuvários onde as viúvas que não tem como se sustentarem vivem em espécies de asilos custeados pelo governo. Somente de um tempo para cá as viúvas começaram a se casar de novo, mas isso ainda é muito difícil, somente quando elas se enviúvam muito novas. As mais velhas preferem permanecer sem marido, cuidando da família e protegida por ela.
Hoje na Índia as viúvas exercem muito poder perante a família quando não se casam de novo. A presidente da Índia, Pratibha Patil, é uma viúva e a presidente do maior partido político indiano, o partido do congresso, Sonia Gandhi, é uma firanghi estrangeira e viúva do Rajiv Gandhi.
Globo.com

8.7.09

O QUE SÃO CHAPATIS ?


O QUE SÃO CHAPATIS ?

Na Índia é comum o uso de chapatis ou outros tipos de pães nas refeições. Os indianos geralmente comem com as mãos, isto é, sem talheres, por isso o chapati é bastante utilizado para pegar os alimentos.
Existem vários tipos de pães: o roti,o porota, o nan, mas o mais comum é o chapati mesmo, que é o mais simples dos pães. Dizem que ele foi o primeiro pão de que se tem notícia na história das civilizações e que é consumido há mais de dez mil anos no vale do rio Hindus.
O chapati é feito de água, sal e farinha de trigo (50% integral e 50% branca), sem qualquer tipo de fermento. Mistura-se a farinha com a água e um pouco de sal fazendo uma massa simples que é aberta com um rolo ou uma garrafa em formato redondo. Depois é só esquentá-lo dos dois lados em uma chapa quente e colocá-lo direto no fogo alguns poucos segundos. Esse é o mais simples e o mais consumido dos chapatis, mas existem os mais elaborados feitos com Guee (manteiga clarificada), com pimentas ou co batatas, que é o aloo porota. São inúmeras as formas de fazer esses deliciosos pães que acompanham as refeições dos indianos.
Conexão India

21.6.09

POR QUE OS INDIANOS DE CASTA NÃO COMEM O QUE OS DALITS COZINHAM ?


Por que os indianos de casta não comem o que os dalits cozinham?

Esse é um costume bem antigo justificado pelos hábitos de higiene que são diferentes em cada casta. Um brâmane toma três banhos ao dia, lava as mãos antes e depois de qualquer atividade de trabalho ou de limpeza pessoal. Ao cozinhar, os brâmanes observam diversos hábitos bastante rígidos. Por exemplo, no preparo dos alimentos a água utilizada tem que ser pura, os legumes têm que ser lavados e cortados de forma correta, as especiarias, as ervas e os temperos precisam ser manuseados com as mãos limpas. Os brâmanes ainda utilizam mantras para fazer e consumir suas refeições.
Além disso, os dalits comem qualquer espécie de carne enquanto os brâmanes não comem carne animal de nenhuma espécie; os kshatria e vaishas podem comer frango e os
sudras comem cordeiro e aves. Os indianos acreditam que os alimentos são transformados em energia e, então, em pensamentos e ação, por isso os consideram sagrados.
Hoje, na Índia moderna, esses costumes estão diminuindo nas grandes cidades, nos restaurantes, nos hotéis… Porém, os indianos mais tradicionais não abandonam esses hábitos higiênicos e de não comer carne ou comida feita por estranhos de forma alguma.
Globo.com

6.6.09

QUEM SÃO AS HIJDAS ?


QUEM SÃO AS HIJDRAS ?

Nem homens nem mulheres, como se diz na Índia: o terceiro sexo! As hijdras são castradas, em meio a uma cerimônia presidida por um sacerdote. Elas continuam a existir na Índia, e formam até uma casta. Também fazem parte do grupo os travestis operados.
As hijdras têm seus templos, sua deusa, e cumprem rituais que celebram a passagem do corpo masculino para o feminino. A sociedade lhes confere poderes excepcionais: eles têm o dom de abençoar e trazer sorte aos recém nascidos e recém casados. Na crença popular esse poder vem do amor que acumulam dentro de si, porque como não podem constituir família, não têm a quem dedicá-lo.
Assim, são convidadas para as festas para dar sua benção, cantar, dançar (cantam e dançam com excelência) e recolher dinheiro dos convidados, em troca de garantir o sossego local. Ninguém consegue ficar sem rir, pois são campeãs em humor. É muito auspicioso encontrá-las, mas negar dinheiro a uma hijdra é um risco terrível, porque elas nascem também com o poder de amaldiçoar.
Globo.com

22.5.09

LUTA CONTRA O PRECONCEITO


LUTA CONTRA O PRECONCEITO

Gandhi foi um dos que lutaram pela inclusão dos intocáveis. Ele próprio passou a lavar o seu e outros banheiros, numa atitude simbólica que tinha por finalidade demonstrar a igualdade entre os homens. Se fosse pelas aparências, o miúdo e tímido Mohandas Karamchand Gandhi (1869-1948), conhecido como Mahatma Gandhi, jamais teria chegado a ser o líder que foi. Mas, como todo mundo sabe, as aparências enganam e a história dá voltas. E as voltas que Gandhi deu na história foram muitas: por meio do conceito de ahimsa (“não violência”), conquistou a independência da Índia e, sem deixar de ser hindu, protestou contra a hierarquia das castas. Gandhi também acreditava que a exclusão dos intocáveis era uma perversidade do hinduísmo tradicional. Para ele as castas deveriam existir para abrigar os diferentes talentos de cada um e não para oprimir as diferenças.Autor de muitas frases célebres, Gandhi disse uma vez:“As religiões são CAMINHOS DIFERENTES convergindo para o MESMO PONTO. Que importância faz se seguimos por caminhos diferentes, desde que alcancemos O MESMO OBJETIVO?”Depois da independência da Índia, em 1947, um intocável, o Dr. Ambdkar, participou da redação da nova constituição, que aboliu as castas - da lei, mas não dos costumes. Elas vigoram até hoje, mais fortemente nas regiões rurais, e o governo da Índia tem feito campanhas sistemáticas no intuito de transformar esse quadro, estimulando com prêmios casamentos entre castas e proporcionando aos dalits o direito à educação e ao mercado de trabalho. Apesar de ainda encontrarem muita resistência, os dalits já fizeram conquistas consideráveis: entre outras, a eleição de Mayawati, uma intocável, para governadora do estado de Uttar Pradesh.Vamos lutar sempre por mais igualdade nesse mundo,independente do PAÍS,igualdade entre os homens e paz na Terra.

Deva Shakti

9.5.09

VIAJANDO ESPIRITUALMENTE COM VYASA



VIAJANDO ESPIRITUALMENTE COM VYASA

(Nas Asas de uma Linda Amizade Espiritual)
Você veio e me falou de Krishna e Rama.Lembrou-me da titânica luta que rola dentro do próprio homem.Onde o ideal não é competir com ninguém, mas vencer a si mesmo.Você falou-me de paz no coração e da grandeza da humildade verdadeira.Explicou-me que quem ama realmente agradece ao ser amado pela chance de amar.E que o amor jamais é orgulhoso... E faz o sol nascer nos olhos.Você me ajuda há tantas vidas, e eu nem sempre fui merecedor de sua amizade.Por vezes, você chamou minha atenção, sempre com respeito e consideração.Como um professor querendo o melhor do aluno; como um pai espiritual.Você jamais me pressionou ou quis impor nada. Pelo contrário, sempre foi cordial.Mesmo quando eu merecia uma bronca, você esclareceu-me com tranquilidade.E eu aprendi a ler no seu olhar silencioso. Aprendi que a força vem do equilíbrio.Você falou-me de uma estrela longínqua, de onde você veio há muito tempo.Explicou-me o significado da força de Rama e do sorriso de Krishna.E pediu-me para visualizar a estrela prânica sobre minha cabeça.Você ensinou-me a arte de ficar em silêncio, nas asas da meditação.Explicou-me sobre a força e proteção espiritual de Ganesha.Falou-me do Darma e da responsabilidade que vem com o conhecimento.Você veio, leve e gentil, e encheu meu lar de serenidade e compreensão.Falou-me da gratidão e admiração que os rishis têm por Brahman.Exortou-me a orar por todos os homens, sem julgar ninguém.Você iniciou-me nas vibrações de Hamsa, e falou-me dos vôos espirituais.Ensinou-me a amar e respeitar a arte das viagens espirituais conscientes.E pediu-me para, cada vez mais, falar aos homens sobre esse potencial.Você ensinou-me a respeitar a cada chacra como um portal espiritual.Falou-me das artes da cura e da riqueza que é encher as mãos de luz.E exortou-me a respeitar a todos, principalmente os que sabem menos na senda.Você me viu reencarnar e crescer, e velou secretamente pelo meu sono.E, às vezes, quando eu era criança, via uma linda estrela sobre meu berço.Eu não sabia, é claro, que você estava ali, invisivelmente cuidando de mim.Você nunca me disse que era a luz de nada; sempre falou-me da Luz de Krishna.Mas eu vi a luz das estrelas em seu semblante; eu vi o amor raiando em seu olhar.E, só de pensar em você, os meus olhos também brilham, de gratidão e respeito.Você projetou um campo de luz azulada em torno de mim.E pediu-me para abrir meu coração, com humildade, e orar a Krishna e Rama.Explicou-me que grandes assistências espirituais são feitas de silêncio e amor.Você contou-me que Rama flechou o coração de Sita com uma seta de luz.E que Krishna acertou o coração de Radha com uma flecha de amor.E que você também foi flechado, pelos dois, com a seta da espiritualidade.Você caminha com honra, meu amigo. E eu tento seguir o seu exemplo...Ah, quem me dera ter a sua serenidade... Mas, estou aprendendo.Se Krishna e Rama flecharam o seu coração, o meu também foi flechado, por você.Você é como um padrinho espiritual dos escritores das coisas do espírito.E sua inspiração faz o vento do espírito entrar nas palavras escritas.E o pó da morte é levado, varrido pelo esclarecimento consciencial.Você trabalha nos bastidores do Darma e não gosta de personalismos.Por isso, raramente aparece. Mas, aqui e agora, eu quero registrar sua presença.Sim, e agradecê-lo, por velar pelo meu sono. Por me amar. Por me fazer escrever.Você mostrou-me sua estrela longínqua, e disse-me: “Um dia, nós iremos para lá!Mas, primeiro, o cumprimento do Darma na Terra. Antes, o trabalho de luz.Por Krishna. Por Rama. Pelo Eterno. Pelo amor que flechou nossos corações.”Você, então, olhou-me nos olhos, e eu vi o amor que o move há tanto tempo.Eu vi o sorriso de Krishna em seu olhar, e a força e honra de Rama em sua aura.Eu vi sua saudade de casa, meu amigo. E o seu esforço para estar aqui, pelo Darma.Em lugar de sua estrela, lhe deram um cara como eu, para você cuidar e inspirar.Será que Krishna e Rama lhe pregaram uma peça? Ou tem algo bom rolando aqui?Oxalá, valha a pena para você. Porque, para mim, está valendo muito ter você aqui.Você veio e falou-me do valor da gratidão e da honra na senda, espiritual e humana.Ensinou-me que a grandeza está nas coisas simples e que humildade não humilha.O que faz isso é o orgulho. E, quem não agradece, rebaixa a si mesmo.Você veio e, novamente, pediu-me para pensar em Rama e Krishna.Eu pensei, e o amor encheu meu coração de gratidão, a eles, e também a você.E, agora, tem uma grande estrela pairando aqui em cima de minha cabeça.Ah, Vyasa, que lindo presente você me deixou.Eu vou deitar-me visualizando-a e pensando em Rama e Krishna.Para que a minha viagem espiritual seja honrada e de acordo com a Luz.
P.S.:Que Rama e Krishna fortaleçam, cada vez mais, os estudantes espirituais que estagiam e trabalham por climas melhores entre os homens de todos os lugares.Que o momento de você voltar para a sua longínqua estrela esteja bem próximo, meu amigo. E que eu seja digno do seu esforço, para, quando você for, me levar junto.E aí, vamos levar o sorriso de Krishna e a força e honra de Rama para outros lugares do universo, no Darma.Vyasa, vamos flechar outros corações com as setas da espiritualidade, por aí...OM!Gratidão e Serenidade.Esclarecimento e assistência espiritual.Paz e Luz.
Wagner Borges

23.4.09

RITUAL DE GANESHA

RITUAL DE GANESHA

Propósito
Remoção de obstáculos, sucesso nos empreendimentos, jornadas, começos, prosperidade, paz e para livrar-se de forças perigosas.

Material necessário
§ Uma estatueta de Ganesha ou de um elefante;
§ Pacotinho de incenso de sândalo (palitos);
§ Um potinho (tipo xícara de cafezinho) com arroz cozido só na água (sem tempero algum);
§ Um pratinho com docinhos de coco e balas de mel (renovados todos os três dias)
§ Um pratinho com 9 moedas de qualquer valor
§ Flores amarelas e vermelhas;
§ 1 vela amarela;
§ 1 vela vermelha;
§ Papel e lápis.

Primeiro dia
1) Prepare um pequeno altar, enfeite-o com um paninho vermelho e coloque Ganesha sobre uma peanha (uma base, ele deve ficar mais alto que as oferendas);
2) Aos pés de Ganesha, coloque as flores, as moedas, os docinhos e o arroz;
3) Acenda um palito de incenso de sândalo;
4) Faça uma reverência para a estatueta, com as mãos. Diga em voz alta:


ALEGRE-SE, POIS ESTA É A HORA DE GANESHA!
O SENHOR DOS OBSTÁCULOS VEM LIBERADO PARA SEU FESTIVAL.
COM A SUA AJUDA, EU SEREI BEM-SUCEDIDO.
EU O SAÚDO, GANESHA!
TODOS OS OBSTÁCULOS NA MINHA VIDA SERÃO REMOVIDOS!
EU ME REGOZIJO EM SUA PRESENÇA, GANESHA.
BOA SORTE E NOVOS COMEÇOS FLUEM PARA MIM.
EU O EXULTO, GANESHA!
EU ME REGOZIJO POR BOA SORTE E MUDANÇAS VINDOURAS


5) Em seguida, ACENDA as duas velas (a amarela e a vermelha);
6) Concentre-se em Ganesha e diga a ele quais são os obstáculos que estão obstruindo o seu caminho para o sucesso;
7) Concentre-se verdadeiramente, com toda a sua atenção. Tente perceber o que a sua intuição lhe diz. Examine se os obstáculos são reais ou se, inconscientemente, você mesmo os está criando. Você poderá sentir que surge um novo caminho para ser trilhado;
8) ESCREVA no papel o que você gostaria de ver realizado e, depois, ponha o papel embaixo da estatueta, e diga:


ALEGRE DEUS DA CRIATIVIDADE,
AMADA E DILIGENTE DIVINDADE.
PROSPERIDADE, PAZ, SUCESSO,
EU PEÇO QUE COM ISSO ABENÇOE MINHA VIDA
E MOVA A RODA DA VIDA,
FAZENDO-ME SENTIR MUDANÇAS POSITIVAS.


9) Faça novamente uma reverência, com as mãos na mesma posição;
10) APAGUE as velas e deixe o incenso se consumir.
11) Ofereça as balas e os doces aos familiares e amigos.


Segundo Dia
1. Renove o potinho com doces e balas;
2. Acenda o incenso;
3. Faça a reverência e a primeira prece;
4. Acenda as velas;
5. Concentre-se em Ganesha e repita para ele quais os obstáculos que precisam ser removidos e seu caminho;
6. Faça a segunda prece, seguida da reverência.
7. Apague as velas e deixe o incenso se consumir.
8. Ofereça doces e balas.


Terceiro Dia
Repita os itens do segundo dia, e deixe as velas queimarem até o fim e o incenso também. Depois, espalhe as flores e o arroz em um jardim; e ofereça os doces e as balas para familiares e amigos.

18.3.09

UMA VIAGEM ESPIRITUAL NA LUZ DE KRISNA


Uma Viagem Espiritual na Luz de Krishna



Foi ali, fora do corpo*, além da percepção dos sentidos, que eu vi os Seus olhos de lótus.O amor estava no ar, acima do mundo dos homens.Embaixo, os cadáveres dos soldados e o cheiro da violência exalando em torno.Pairando, por cima dos corpos, em espírito, eles se entreolhavam confusos.Não sentiam dor alguma, mas o medo os esmagava de encontro a eles mesmos.O vazio interno era pior do que mil bombas estourando em seus corações.No entanto, Ele estava ali com suas hostes de trabalhadores extrafísicos.E, quando Ele tocou Sua flauta, tudo mudou e o céu se abriu na luz.Uma imensa coluna de luz azulada desceu sobre eles. Dentro dela, a cura espiritual.Elevados no ar, os soldados choraram. Sobre eles, pétalas douradas e a música d’Ele.E eu chorei junto com eles... Aquele choro de libertação, quando se vê a luz do espírito.Enquanto eles entravam na luz, Ele olhou para baixo e também abençoou os que ficaram.Vendo o Amor Maior em ação, fiquei ali, paralisado, diante de tal grandeza.Então, Ele me olhou e o som de sua flauta me atravessou por inteiro.Milhares de pétalas de luz desceram sobre o topo de minha cabeça.E eu mergulhei no estado de samadhi**, por obra e graça d’Ele.Em meio à luz, que era tudo, o Seu olhar, por entre as inumeráveis estrelas e mundos.E a compreensão do amor mais lindo de todos permeou todo meu ser.Num mar de serenidade, Ele preenchia o universo de amor.E o som de Sua flauta fecundava a tapeçaria sideral de vida e plenitude.Miríades de seres viajavam em seu Grande Coração Cósmico.E foi ali que Ele levou os soldados da Terra, para outras canções...Eles estavam de volta à casa, no céu do coração d’Ele.E eu, flutuando na luz, vi a felicidade deles, além do mundo dos homens.Enquanto Ele dizia, em meu coração: "O espírito é eterno. Não nasce nem morre, apenas entra e sai dos corpos perecíveis. Felizes são aqueles que sabem disso. E agora, volte à Terra e escreva aos homens sobre a luz do eterno, que arma alguma pode destruir. E deixe que a estrela prânica*** guie os propósitos de sua vida, e também fale do brilho dela aos seus companheiros de estudo e jornada espiritual."Deslizando na música d’Ele, voltei ao corpo material, cheio daquela luz estelar.E, agora, tento fazer o impossível: grafar a luz d’Ele em palavras.E, mais ainda, carregar o grande amor de Krishna em meu pequeno coração.PS: Sim, foi ali no Astral que eu vi os Seus olhos de lótus.Quando o céu se abriu, por entre os planos, na luz do amor...Essa luz, que também está em todos os corações.Esse amor que levou os soldados de volta para casa.E aquele som de flauta, que, até agora, ainda escuto dentro de mim.Ah, Krishna, que missão difícil você me deu: escrever sobre as coisas do espírito.Ainda mais no mundo dos homens tristes e esquecidos de sua verdadeira natureza estelar.E como carregar o Seu amor nesse meu pequeno coração?Paz e Luz.

Wagner Borges

28.2.09

Notas do Sânscrito




- Brahman: O Absoluto, O Supremo, Deus, O Grande Arquiteto Do Universo, O Profundo, A Fonte, O Todo que está em tudo. - Avatares: emissários celestes, seres de luz, mestres conectados à consciência cósmica. - Dharma: missão, dever, trabalho, meta virtuosa, programação existencial, ação correta, benção, mérito, atitude sadia. - Prana: sopro vital, energia. - Ioga: do sânscrito “Yoga” – União. - Chacras: centros energéticos situados no corpo sutil. - Rishis: sábios espirituais da antiga Índia (mentores dos Upanishads, a parte final dos Vedas). - Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado até hoje como um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Gandhi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
Por Wagner Borges

23.2.09

GANESHA CHATURTHI PUJA


GANESHA CHATURTHI PUJA

Saudações ao Senhor Ganesha, que é o Brahman em Si mesmo, que é o Senhor Supremo, que é a energia do Senhor Siva, cuja origem é toda bem-aventurança, que está por cima de todas as qualidades virtuosas, e o sucesso em todos os entendimentos.

Mushikavaahana modaka hastha,Chaamara karna vilambitha sutra, Vaamana rupa maheshwara putra,Vighna vinaayaka paada namasthe

Significado: "Óh Senhor Vinayaka! O removedor de todos os obstáculos, o filho do Senhor Siva, e cuja forma é breve; com um ratinho como sendo Seu veículo, que carrega um pratinho de doces em Suas mãos, com largas orelhas e longa tromba; eu me prostro diante de Vossos pés de lótus!”

Ganesh Chaturthi é dos mais populares festivais Hindus. Ele é o aniversário do Senhor Ganhesha. Este é o dia mais sagrado para o Senhor Ganesha. Ele acontece no quarto dia da noite de lua cheia de Bhadrapada: entre Agosto e Setembro. Ele é observado ao longo de toda a Índia, bem como devotos Hindus no mundo todo.

A seguinte história e contada sobre Seu aniversário, e como Ele ficou com a cabeça de elefante: Certa feita a Deusa Gauri, consorte do Senhor Siva, enquanto se banhava, criou Ganhesha como um ser puro e branco, do pó do seu corpo, e colocou-O na entrada da sua casa. Ela disse para Ele não deixar ninguém entrar enquanto ela foi banhar-se no lado de dentro da casa. O Senhor Siva retornava para casa e estava com muita sede, e foi barrado por

Ganesha no portão. Siva ficou muito irado, e cortou fora a cabeça de Ganesha, pensando que Ele se tratava de um intruso.

Quando Gauri ficou sabendo disso, ela ficou dolorosamente sentida. Para consolar o sofrimento da esposa, o Senhor Siva ordenou a Seus servos para cortar e trazer a cabeça de qualquer criatura que estivesse dormindo, tendo a sua face voltada para o norte. Os servos saíram com a missão e encontraram apenas um elefante naquela posição. Fez-se o sacrifício, e a cabeça do elefante foi trazida diante do Senhor Siva, que a colocou na cabeça de Ganesha.

O Senhor Siva fez o Seu filho merecedor de adoração, para dar início a todos os entendimentos, casamentos, viagens, estudos, etc. Ele ordenou que uma adoração anual a Ganesha fosse estabelecida no 4º dia da lua cheia de Bhadrapada.

Sem a graça docccccccc Senhor Shri Ganesha e Sua ajuda, nada poderá, por conseguinte, ser alcançado. Nem uma ação pode ser realizada sem o Seu suporte, Graça e bênção.

Esta é a primeira lição na alfabetização de uma criança Maharshtrian, quando iniciada no mantra do Senhor Ganhesa: Om Shri Ganeshaya Namah. Apenas depois disso o alfabeto é iniciado.

São os seguintes os nomes dados ao Senhor Ganesha: Dhoomraketu, Sumukha, Ekadantha, Gaja-karnaka, Lambodara, Vignaraja, Ganadhyaksha, Phalachandra, Gajanana, Vinayaka, Vakratunda, Siddhivinayaka, Surpakarna, Heramba, Skandapurvaja, Kapila and Vigneshwara. Ele é, também conhecido como sendo Maha-Ganapathi.

Seu mantra é Om Gung Ganapathaye Namah. Os aspirantes espirituais que adoram Ganesha, como deidade tutelar, repetem este mantra ou Om Sri Ganeshaya Namah.

Os devotos do Senhor Ganesha fazem o Japa do Gayatri Mantra de Ganesha, de seguinte forma:

Tat purushaaya vidmahe Vakratundaaya dheemahi Tanno dhanti prachodayaat
Cultura Hindu

22.2.09

TRATAK


Tratak O Yoga dos olhos

Tratak, que significa "olhar fixamente", aparece nos dois tratados de Hatha Yoga - Gerandha Samhita e Hatha Yoga Pradipika - como um dos Shat Karmas (ou Shat Kriyas), isto é, uma das seis práticas de limpezas psicofísicas.
Segundo estes dois livros, a prática do Tratak constitui simplesmente em fixar o olhar - sem piscar - em algum objeto que pode ser uma vela, a foto ou a imagem de uma divindade, e até a lua ou o sol nascente, em práticas mais avançadas.
Existem dois tipos de Tratak: bahiranga (exterior) e antaranga (interior). O primeiro é o que vamos tratar neste texto. O segundo é a convergência da visão interna em algum objeto, que pode ser um chakra ou a imagem de alguma divindade. Um trabalha com os olhos abertos e o outro com eles fechados.
O Tratak, além de todos os seus enormes benefícios na área da saúde ocular, é um poderoso exercício de concentração.
Diz Swami Satyananda: "Tradicionalmente sua prática é considerada como formando parte do Hatha Yoga, mas sua técnica se assemelha mais à uma mudra, de maneira que também pode ser considerada como parte do Raja Yoga. Se praticada regularmente, desenvolve um poder de concentração até um grau quase ilimitado."
Ou seja, além de uma excelente técnica de Pratyahara (abstração dos sentidos) e Dharana (concentração), Tratak também pode, como diz Satyananda, se tornar uma mudra, como é o caso dos dhristi (que significa mirada concentrada): Bruhmadya Drishti (também chamada de Sambhavi Mudra) - a mirada no ponto entre as sobrancelhas, e Nasagra Dhristi (ou Agoghari Mudra) - a mirada na ponta do nariz.
Em termos energéticos, o Tratak, de uma forma geral, vai trabalhar energizando e despertando o Ajña Chakra (que é quem "gerencia" os olhos).
A prática de Nasagra Dhristi vai energizar também Ida e Pingala e o chakra Muladhara - pois estas nadis tem suas origens neste chakra e nas duas narinas.
Diz o Gerandha Samhita: "Olha fixamente, sem piscar, para um objeto pequeno, até que as lágrimas comecem a correr. Isto é denominado Tratak pelos sábios. Praticando este Yoga, Sambhavi Mudra é obtido. Certamente todos os males da visão são destruídos e a clarividência é produzida."
E o Hatha Yoga Pradipika diz: "Sem pestanejar, fixe seu olhar, com a mente concentrada, até que as lágrimas jorrem dos olhos. Isto é denominado Tratak pelos Gurus. Com Tratak todas as doenças dos olhos são curadas".
O Tratak que vamos abordar neste texto é, na verdade, um desenvolvimento da série 4 da técnica de Pavana Muktasana. São exercícios que simultaneamente combinam movimento e alongamento da musculatura ocular, além do treinamento da concentração. Antes de apresentar as técnicas, algumas recomendações importantes:
Os braços deverão trabalhar em ângulo reto com o tronco, com a unha do dedão bem na altura dos seus olhos - nestas práticas o objeto da sua concentração será a unha do seu dedão. A mão estará sempre fechada com o dedão abduzido. E você ainda dará, " de quebra", um bom trabalho aos deltóides...
Procure não movimentar a cabeça. Quem trabalha são os olhos. No início até sem percebermos movemos a cabeça, mas com a prática isto se corrige. Mantenha sempre o queixo paralelo ao chão e os ombros e o rosto sem tensão.
Combine o movimento com respiração. Estabeleça um ritmo , uma sincronia.
Comece a praticar a série fazendo apenas uma vez cada exercício e aí bem gradualmente vá aumentando as repetições.
Nos exercícios em que os olhos e braço estão em movimento, dê sempre uma parada no ápice do movimento. para alongar. O ápice é aquele ponto em que você já quase não vê mais o dedo (como, p.ex., na abdução de 90º do braço). Mantenha a imobilidade nesta posição por alguns segundos para alongar a musculatura ocular.
Nos exercícios em que os olhos e o braço estão em movimento, FAÇA SEMPRE OS MOVIMENTOS MUITO LENTAMENTE. Só assim você obtém os benefícios do trabalho de concentração. Os exercícios que trabalham com movimento dos olhos e o braço imóvel, devem ser feitos mais rapidamente.
Mesmo quando a visão periférica for mais forte - como no caso da chegada no ápice do movimento - mantenha sua intenção na mirada no dedão. Estaremos assim, treinando também a convergência da atenção e da intenção (consciência e vontade), o que é muito importante no caminho do Yoga.
Entre um exercício e outro, dê uma sequência de piscadas rápidas, para umidificar bem os olhos, e mantenha-os fechados por alguns segundos.
No final, o ideal seria meditar um pouco. Mas nunca abra os olhos antes de esfregar bem as palmas das mãos produzindo bastante calor e impondo-as em concha sobre os olhos. Quando o calor acabar, massageie suavemente as pálpebras inferior e superior. Só aí, então, abra lentamente os olhos.
Eventualmente pode ocorrer tontura durante a prática. Não force mas também não abandone (exceto é claro, se você tem problemas mais sérios como, p.ex., labirintite. Consulte seu médico antes de praticar Tratak). Pode ocorrer também, após a prática, dor nos olhos ou mesmo enxaqueca. É bom frisar que estamos movimentando e alongando musculatura ocular , e isto poderá provocar algum incômodo, da mesma forma como acontece quando começamos a fazer algum exercício após estarmos meio enferrujados. Além disso, estamos mobilizando profundamente uma região importante que "hospeda" conteúdos psico-emocionais mal digeridos, na forma do que o Dr. W. Reich chamou de couraça ocular. A mobilização desses conteúdos do inconsciente mobiliza nossas defesas que vão procurar sabotar o processo de resgatar o livre fluxo da energia. Com a prática os desconfortos normalmente desaparecem.
Problemas oculares como miopia, estrabismo, astigmatismo e hipermetropia são considerados configurações diferentes de couraças oculares. O trabalho com Tratak pode, dependendo da perseverança, atenuar ou até mesmo curar estes distúrbios oculares. Com toda a certeza, a moderna Ortóptica vem direta ou indiretamente do Tratak. Atenção: pessoas com problemas mais sérios, como por exemplo, glaucoma, devem consultar o olfalmologista antes de praticar Tratak.

Técnica
Postura: Padmasana, ardha padmasana, sukhasana, siddhasana, dandasana ou vajrasana.
Um braço flexionado 90 graus e o outro abduzido 90 graus: saltar o olhar de um dedão ao outro várias vezes. Trocar a posição dos braços.
Os dois braços abduzidos 90 graus: saltar o olhar de um dedão para o outro.
Braço flexionado 90 graus: lentamente abduzi-lo horizontalmente 90 graus acompanhando com o olhar, parar alguns segundos para alongar e voltar. Trocar o braço.
Um braço flexionado até o ponto mais alto que a vista alcançar e o outro o mais baixo que a vista possa alcançar. Saltar o olhar de um dedão para o outro várias vezes. Trocar a posição dos braços.
Saltar o olhar de Nasagra para Brumadhya dhristi indo e voltando várias vezes.
Braço flexionado 90 graus: elevar lentamente fazendo a flexão e acompanhando com o olhar até o ponto mais alto. Parar alguns segundos para alongar e voltar até o ponto mais baixo. Parar para alongar e voltar para o centro. Repetir com o outro braço.
Em Vajrasana: Flexionar um braço até o ponto mais alto e vir aduzindo-o fazendo um grande meio-círculo até a posição mais baixa. Trocar de braço e fazer o outro lado subindo o outro meio-círculo. Fazer a ida e a volta do círculo completo.
Flexão dos dois braços a 90 graus, mãos juntas: fixar o olhar em um ponto no infinito e ir lentamente abduzindo horizontalmente os braços até 90 graus e voltar. Procure simultaneamente fixar o ponto a frente no infinito e acompanhar na visão periférica os dois dedões que se movem cada um para um lado, indo e voltando para a posição inicial.
Braço flexionado 90 graus: foque o centro da unha do dedão e venha aproximando-o lentamente dos olhos, forçando o foco, até a mão encostar no nariz. Volte e troque o braço. É importante procurar manter o foco, mesmo quando isto é impossível.
Fixe o olhar na ponta do nariz (Nasagra dhristi). Em seguida fixe o olhar em um ponto no infinito. Vá e volte o olhar, inicialmente bem lentamente e depois saltando o olhar da ponta do nariz para o infinito e vice-versa.
O Tratak clássico : coloque uma vela acesa um pouco abaixo da altura dos olhos, e a cerca de um metro de distância. Fixe firmemente o olhar sem piscar até que os olhos lacrimejem. Feche-os e relaxe.
Fontes:
- Yogasanas, Pranayama, Mudra e Bandha, Swami Satyananda Saraswati.- Gerandha Samhita e Hatha Yoga Pradipika, tradução de Caio Miranda.


Ernani Fornari (Dharmendra)

10.2.09

A estruturação do psiquismo segundo o Hinduísmo



A estruturação do psiquismo segundo o Hinduísmo


“Quem sou eu?” é, sem dúvida, a pergunta mais importante do universo humano.
E é claro, “De onde vim e para onde vou?”, “Quem é Deus?”, e tantas outras perguntas do mesmo teor, vêm na seqüência.
E em toda a história da Humanidade, o homem mergulhou intensamente na busca desta resposta.
Para tanto, criou inúmeras religiões, filosofias, ciências e psicologias, sempre na ânsia ancestral e atávica, de desvendar aquilo que os índios norte-americanos chamam de “O Grande Mistério”.
A idéia central das culturas orientais e xamânicas – a Unidade – traz o conceito de que tudo é Um, o Universo é um único organismo consciente e totalmente interagente, e que toda a percepção e sensação de separatividade é uma ilusão (maya).
Os hindus chegam a dizer que a única doença de que nós realmente sofremos – todas as outras (físicas e psíquicas) são um desdobramento desta – é avidya, a ignorância da nossa natureza real, a Unidade.
E é assim que nós nos sentimos: totalmente cindidos, fragmentados. Tanto externamente – nos sentimos separados de cada semelhante, da Natureza e do que acreditamos que seja Deus; quanto internamente – corpo, cabeça e coração raramente se alinham.
Na tarefa humana de caminhar para a Luz, em primeiro lugar é importante perceber que quando trabalhamos conosco ou com outra pessoa, estamos fundamentalmente lidando com as duas instâncias mais externas da personalidade - a auto-imagem e a persona – que são construções psico-emocionais limitadoras desenvolvidas por nós (inconscientemente, na maior parte do tempo) paradoxalmente para nos defender.
A auto-imagem é “quem eu acredito que eu sou”. É um sistema de crenças que nós artificialmente construímos como proteção em função das nossas experiências dolorosas, e que nos dão uma imagem e uma perspectiva de nós mesmos, que na maior parte das vezes nós sentimos como muito desfavorável, ou ao contrário (mas pela mesma defesa), o ego infla e a pessoa se sente exageradamente o máximo.
A persona é “quem eu quero que acreditem que eu sou”. São as nossas máscaras sociais filhas da auto-imagem, e que procuram compensar esta.
E a auto-imagem e a persona são competente e eficientemente fomentadas, mantidas e monitoradas pela mente e pelo ego.
A auto-imagem e a persona são componentes importantíssimos na construção da nossa visão de mundo, a chamada “realidade” (que é o que nós acreditamos que a vida é).
Outro movimento do psiquismo - que foi percebido por S. Freud bem no início da estruturação da Psicanálise - são as pulsões da busca do prazer e da evitação da dor. E todo o complexo psico-emocional trabalha neste sentido: o de nos manter afastados do contato com a dor.
Na infância, quando passamos por experiências traumáticas, estas impressões são “escondidas” no inconsciente. A intenção é que não tenhamos que estar sempre entrando em contato com nossas dores (ou do que a mente acredita serem dores), pois seria insuportável viver assim, lembrando o tempo todo de tudo o que de ruim nos aconteceu.
O problema é que estas dores continuam vivas no inconsciente, produzindo ao longo do tempo um sistema de crenças e padrões que irá contribuir decisivamente na formação do caráter e da personalidade, e também na somatização de doenças físicas, psico-emocionais ou sociais.
Ou seja, paradoxalmente , o mesmo procedimento interno que trabalha para nos proteger, nos limita e nos sabota.
Vamos pegar emprestada aqui, um pouco da Psicologia Hindu para nos dar um subsídio filosófico:Em primeiro lugar, se tanto as tradições orientais quanto as xamânicas dizem que somos seres multidimensionais, isto quer dizer que existimos simultaneamente em infinitos níveis, certo?
Na filosofia hindu, temos duas formas de codificar as dimensões do ser humano: uma trina (os Shariras, ou corpos) mais usada pelo Yoga e outra quíntupla (os Koshas, ou envoltórios) mais usada pela Vedanta. São apenas divisões de caráter didático, já que estas dimensões não são lineares e tridimensionais, são holográficas.

Os Shariras, ou corpos, são 3: o Sthula Sharira ou corpo denso (o corpo físico), o Sukshma Sharira ou corpo sutil (o corpo de energia, o corpo emocional e o corpo mental) e Karana Sharira ou corpo causal.
Karana Sharira se chama corpo causal porque é nesse nível onde se localiza a causa da ignorância (avidya). Mas é também neste nível que se localiza a visão da Águia, da Testemunha, e que acontecem as canalizações e as conexões mediúnicas. E este também é o nível que faz a “interface” do estado de consciência separada com o estado da Unidade Absoluta (Nirvana, Samadhi, Moksha, Satori).
Os Koshas, são chamados de envoltórios (ou bainhas), porque são as camadas que ilusoriamente prendem e condicionam o Espírito.

Ernani Fornari