23.4.09

RITUAL DE GANESHA

RITUAL DE GANESHA
Propósito Remoção de obstáculos, sucesso nos empreendimentos, jornadas, começos, prosperidade, paz e para livrar-se de forças perigosas. Material necessário § Uma estatueta de Ganesha ou de um elefante; § Pacotinho de incenso de sândalo (palitos); § Um potinho (tipo xícara de cafezinho) com arroz cozido só na água (sem tempero algum); § Um pratinho com docinhos de coco e balas de mel (renovados todos os três dias) § Um pratinho com 9 moedas de qualquer valor § Flores amarelas e vermelhas; § 1 vela amarela; § 1 vela vermelha; § Papel e lápis. Primeiro dia 1) Prepare um pequeno altar, enfeite-o com um paninho vermelho e coloque Ganesha sobre uma peanha (uma base, ele deve ficar mais alto que as oferendas); 2) Aos pés de Ganesha, coloque as flores, as moedas, os docinhos e o arroz; 3) Acenda um palito de incenso de sândalo; 4) Faça uma reverência para a estatueta, com as mãos. Diga em voz alta: ALEGRE-SE, POIS ESTA É A HORA DE GANESHA! O SENHOR DOS OBSTÁCULOS VEM LIBERADO PARA SEU FESTIVAL. COM A SUA AJUDA, EU SEREI BEM-SUCEDIDO. EU O SAÚDO, GANESHA! TODOS OS OBSTÁCULOS NA MINHA VIDA SERÃO REMOVIDOS! EU ME REGOZIJO EM SUA PRESENÇA, GANESHA. BOA SORTE E NOVOS COMEÇOS FLUEM PARA MIM. EU O EXULTO, GANESHA! EU ME REGOZIJO POR BOA SORTE E MUDANÇAS VINDOURAS 5) Em seguida, ACENDA as duas velas (a amarela e a vermelha); 6) Concentre-se em Ganesha e diga a ele quais são os obstáculos que estão obstruindo o seu caminho para o sucesso; 7) Concentre-se verdadeiramente, com toda a sua atenção. Tente perceber o que a sua intuição lhe diz. Examine se os obstáculos são reais ou se, inconscientemente, você mesmo os está criando. Você poderá sentir que surge um novo caminho para ser trilhado; 8) ESCREVA no papel o que você gostaria de ver realizado e, depois, ponha o papel embaixo da estatueta, e diga: ALEGRE DEUS DA CRIATIVIDADE, AMADA E DILIGENTE DIVINDADE. PROSPERIDADE, PAZ, SUCESSO, EU PEÇO QUE COM ISSO ABENÇOE MINHA VIDA E MOVA A RODA DA VIDA, FAZENDO-ME SENTIR MUDANÇAS POSITIVAS. 9) Faça novamente uma reverência, com as mãos na mesma posição; 10) APAGUE as velas e deixe o incenso se consumir. 11) Ofereça as balas e os doces aos familiares e amigos. Segundo Dia 1. Renove o potinho com doces e balas; 2. Acenda o incenso; 3. Faça a reverência e a primeira prece; 4. Acenda as velas; 5. Concentre-se em Ganesha e repita para ele quais os obstáculos que precisam ser removidos e seu caminho; 6. Faça a segunda prece, seguida da reverência. 7. Apague as velas e deixe o incenso se consumir. 8. Ofereça doces e balas. Terceiro Dia Repita os itens do segundo dia, e deixe as velas queimarem até o fim e o incenso também. Depois, espalhe as flores e o arroz em um jardim; e ofereça os doces e as balas para familiares e amigos.

 


18.3.09

UMA VIAGEM ESPIRITUAL NA LUZ DE KRISNA


Uma Viagem Espiritual na Luz de Krishna



Foi ali, fora do corpo*, além da percepção dos sentidos, que eu vi os Seus olhos de lótus.O amor estava no ar, acima do mundo dos homens.Embaixo, os cadáveres dos soldados e o cheiro da violência exalando em torno.Pairando, por cima dos corpos, em espírito, eles se entreolhavam confusos.Não sentiam dor alguma, mas o medo os esmagava de encontro a eles mesmos.O vazio interno era pior do que mil bombas estourando em seus corações.No entanto, Ele estava ali com suas hostes de trabalhadores extrafísicos.E, quando Ele tocou Sua flauta, tudo mudou e o céu se abriu na luz.Uma imensa coluna de luz azulada desceu sobre eles. Dentro dela, a cura espiritual.Elevados no ar, os soldados choraram. Sobre eles, pétalas douradas e a música d’Ele.E eu chorei junto com eles... Aquele choro de libertação, quando se vê a luz do espírito.Enquanto eles entravam na luz, Ele olhou para baixo e também abençoou os que ficaram.Vendo o Amor Maior em ação, fiquei ali, paralisado, diante de tal grandeza.Então, Ele me olhou e o som de sua flauta me atravessou por inteiro.Milhares de pétalas de luz desceram sobre o topo de minha cabeça.E eu mergulhei no estado de samadhi**, por obra e graça d’Ele.Em meio à luz, que era tudo, o Seu olhar, por entre as inumeráveis estrelas e mundos.E a compreensão do amor mais lindo de todos permeou todo meu ser.Num mar de serenidade, Ele preenchia o universo de amor.E o som de Sua flauta fecundava a tapeçaria sideral de vida e plenitude.Miríades de seres viajavam em seu Grande Coração Cósmico.E foi ali que Ele levou os soldados da Terra, para outras canções...Eles estavam de volta à casa, no céu do coração d’Ele.E eu, flutuando na luz, vi a felicidade deles, além do mundo dos homens.Enquanto Ele dizia, em meu coração: "O espírito é eterno. Não nasce nem morre, apenas entra e sai dos corpos perecíveis. Felizes são aqueles que sabem disso. E agora, volte à Terra e escreva aos homens sobre a luz do eterno, que arma alguma pode destruir. E deixe que a estrela prânica*** guie os propósitos de sua vida, e também fale do brilho dela aos seus companheiros de estudo e jornada espiritual."Deslizando na música d’Ele, voltei ao corpo material, cheio daquela luz estelar.E, agora, tento fazer o impossível: grafar a luz d’Ele em palavras.E, mais ainda, carregar o grande amor de Krishna em meu pequeno coração.PS: Sim, foi ali no Astral que eu vi os Seus olhos de lótus.Quando o céu se abriu, por entre os planos, na luz do amor...Essa luz, que também está em todos os corações.Esse amor que levou os soldados de volta para casa.E aquele som de flauta, que, até agora, ainda escuto dentro de mim.Ah, Krishna, que missão difícil você me deu: escrever sobre as coisas do espírito.Ainda mais no mundo dos homens tristes e esquecidos de sua verdadeira natureza estelar.E como carregar o Seu amor nesse meu pequeno coração?Paz e Luz.

Wagner Borges

28.2.09

Notas do Sânscrito




- Brahman: O Absoluto, O Supremo, Deus, O Grande Arquiteto Do Universo, O Profundo, A Fonte, O Todo que está em tudo. - Avatares: emissários celestes, seres de luz, mestres conectados à consciência cósmica. - Dharma: missão, dever, trabalho, meta virtuosa, programação existencial, ação correta, benção, mérito, atitude sadia. - Prana: sopro vital, energia. - Ioga: do sânscrito “Yoga” – União. - Chacras: centros energéticos situados no corpo sutil. - Rishis: sábios espirituais da antiga Índia (mentores dos Upanishads, a parte final dos Vedas). - Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século 19 e que é considerado até hoje como um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século 20 se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Gandhi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.
Por Wagner Borges

23.2.09

GANESHA CHATURTHI PUJA


GANESHA CHATURTHI PUJA

Saudações ao Senhor Ganesha, que é o Brahman em Si mesmo, que é o Senhor Supremo, que é a energia do Senhor Siva, cuja origem é toda bem-aventurança, que está por cima de todas as qualidades virtuosas, e o sucesso em todos os entendimentos.

Mushikavaahana modaka hastha,Chaamara karna vilambitha sutra, Vaamana rupa maheshwara putra,Vighna vinaayaka paada namasthe

Significado: "Óh Senhor Vinayaka! O removedor de todos os obstáculos, o filho do Senhor Siva, e cuja forma é breve; com um ratinho como sendo Seu veículo, que carrega um pratinho de doces em Suas mãos, com largas orelhas e longa tromba; eu me prostro diante de Vossos pés de lótus!”

Ganesh Chaturthi é dos mais populares festivais Hindus. Ele é o aniversário do Senhor Ganhesha. Este é o dia mais sagrado para o Senhor Ganesha. Ele acontece no quarto dia da noite de lua cheia de Bhadrapada: entre Agosto e Setembro. Ele é observado ao longo de toda a Índia, bem como devotos Hindus no mundo todo.

A seguinte história e contada sobre Seu aniversário, e como Ele ficou com a cabeça de elefante: Certa feita a Deusa Gauri, consorte do Senhor Siva, enquanto se banhava, criou Ganhesha como um ser puro e branco, do pó do seu corpo, e colocou-O na entrada da sua casa. Ela disse para Ele não deixar ninguém entrar enquanto ela foi banhar-se no lado de dentro da casa. O Senhor Siva retornava para casa e estava com muita sede, e foi barrado por

Ganesha no portão. Siva ficou muito irado, e cortou fora a cabeça de Ganesha, pensando que Ele se tratava de um intruso.

Quando Gauri ficou sabendo disso, ela ficou dolorosamente sentida. Para consolar o sofrimento da esposa, o Senhor Siva ordenou a Seus servos para cortar e trazer a cabeça de qualquer criatura que estivesse dormindo, tendo a sua face voltada para o norte. Os servos saíram com a missão e encontraram apenas um elefante naquela posição. Fez-se o sacrifício, e a cabeça do elefante foi trazida diante do Senhor Siva, que a colocou na cabeça de Ganesha.

O Senhor Siva fez o Seu filho merecedor de adoração, para dar início a todos os entendimentos, casamentos, viagens, estudos, etc. Ele ordenou que uma adoração anual a Ganesha fosse estabelecida no 4º dia da lua cheia de Bhadrapada.

Sem a graça docccccccc Senhor Shri Ganesha e Sua ajuda, nada poderá, por conseguinte, ser alcançado. Nem uma ação pode ser realizada sem o Seu suporte, Graça e bênção.

Esta é a primeira lição na alfabetização de uma criança Maharshtrian, quando iniciada no mantra do Senhor Ganhesa: Om Shri Ganeshaya Namah. Apenas depois disso o alfabeto é iniciado.

São os seguintes os nomes dados ao Senhor Ganesha: Dhoomraketu, Sumukha, Ekadantha, Gaja-karnaka, Lambodara, Vignaraja, Ganadhyaksha, Phalachandra, Gajanana, Vinayaka, Vakratunda, Siddhivinayaka, Surpakarna, Heramba, Skandapurvaja, Kapila and Vigneshwara. Ele é, também conhecido como sendo Maha-Ganapathi.

Seu mantra é Om Gung Ganapathaye Namah. Os aspirantes espirituais que adoram Ganesha, como deidade tutelar, repetem este mantra ou Om Sri Ganeshaya Namah.

Os devotos do Senhor Ganesha fazem o Japa do Gayatri Mantra de Ganesha, de seguinte forma:

Tat purushaaya vidmahe Vakratundaaya dheemahi Tanno dhanti prachodayaat
Cultura Hindu

22.2.09

TRATAK


Tratak O Yoga dos olhos

Tratak, que significa "olhar fixamente", aparece nos dois tratados de Hatha Yoga - Gerandha Samhita e Hatha Yoga Pradipika - como um dos Shat Karmas (ou Shat Kriyas), isto é, uma das seis práticas de limpezas psicofísicas.
Segundo estes dois livros, a prática do Tratak constitui simplesmente em fixar o olhar - sem piscar - em algum objeto que pode ser uma vela, a foto ou a imagem de uma divindade, e até a lua ou o sol nascente, em práticas mais avançadas.
Existem dois tipos de Tratak: bahiranga (exterior) e antaranga (interior). O primeiro é o que vamos tratar neste texto. O segundo é a convergência da visão interna em algum objeto, que pode ser um chakra ou a imagem de alguma divindade. Um trabalha com os olhos abertos e o outro com eles fechados.
O Tratak, além de todos os seus enormes benefícios na área da saúde ocular, é um poderoso exercício de concentração.
Diz Swami Satyananda: "Tradicionalmente sua prática é considerada como formando parte do Hatha Yoga, mas sua técnica se assemelha mais à uma mudra, de maneira que também pode ser considerada como parte do Raja Yoga. Se praticada regularmente, desenvolve um poder de concentração até um grau quase ilimitado."
Ou seja, além de uma excelente técnica de Pratyahara (abstração dos sentidos) e Dharana (concentração), Tratak também pode, como diz Satyananda, se tornar uma mudra, como é o caso dos dhristi (que significa mirada concentrada): Bruhmadya Drishti (também chamada de Sambhavi Mudra) - a mirada no ponto entre as sobrancelhas, e Nasagra Dhristi (ou Agoghari Mudra) - a mirada na ponta do nariz.
Em termos energéticos, o Tratak, de uma forma geral, vai trabalhar energizando e despertando o Ajña Chakra (que é quem "gerencia" os olhos).
A prática de Nasagra Dhristi vai energizar também Ida e Pingala e o chakra Muladhara - pois estas nadis tem suas origens neste chakra e nas duas narinas.
Diz o Gerandha Samhita: "Olha fixamente, sem piscar, para um objeto pequeno, até que as lágrimas comecem a correr. Isto é denominado Tratak pelos sábios. Praticando este Yoga, Sambhavi Mudra é obtido. Certamente todos os males da visão são destruídos e a clarividência é produzida."
E o Hatha Yoga Pradipika diz: "Sem pestanejar, fixe seu olhar, com a mente concentrada, até que as lágrimas jorrem dos olhos. Isto é denominado Tratak pelos Gurus. Com Tratak todas as doenças dos olhos são curadas".
O Tratak que vamos abordar neste texto é, na verdade, um desenvolvimento da série 4 da técnica de Pavana Muktasana. São exercícios que simultaneamente combinam movimento e alongamento da musculatura ocular, além do treinamento da concentração. Antes de apresentar as técnicas, algumas recomendações importantes:
Os braços deverão trabalhar em ângulo reto com o tronco, com a unha do dedão bem na altura dos seus olhos - nestas práticas o objeto da sua concentração será a unha do seu dedão. A mão estará sempre fechada com o dedão abduzido. E você ainda dará, " de quebra", um bom trabalho aos deltóides...
Procure não movimentar a cabeça. Quem trabalha são os olhos. No início até sem percebermos movemos a cabeça, mas com a prática isto se corrige. Mantenha sempre o queixo paralelo ao chão e os ombros e o rosto sem tensão.
Combine o movimento com respiração. Estabeleça um ritmo , uma sincronia.
Comece a praticar a série fazendo apenas uma vez cada exercício e aí bem gradualmente vá aumentando as repetições.
Nos exercícios em que os olhos e braço estão em movimento, dê sempre uma parada no ápice do movimento. para alongar. O ápice é aquele ponto em que você já quase não vê mais o dedo (como, p.ex., na abdução de 90º do braço). Mantenha a imobilidade nesta posição por alguns segundos para alongar a musculatura ocular.
Nos exercícios em que os olhos e o braço estão em movimento, FAÇA SEMPRE OS MOVIMENTOS MUITO LENTAMENTE. Só assim você obtém os benefícios do trabalho de concentração. Os exercícios que trabalham com movimento dos olhos e o braço imóvel, devem ser feitos mais rapidamente.
Mesmo quando a visão periférica for mais forte - como no caso da chegada no ápice do movimento - mantenha sua intenção na mirada no dedão. Estaremos assim, treinando também a convergência da atenção e da intenção (consciência e vontade), o que é muito importante no caminho do Yoga.
Entre um exercício e outro, dê uma sequência de piscadas rápidas, para umidificar bem os olhos, e mantenha-os fechados por alguns segundos.
No final, o ideal seria meditar um pouco. Mas nunca abra os olhos antes de esfregar bem as palmas das mãos produzindo bastante calor e impondo-as em concha sobre os olhos. Quando o calor acabar, massageie suavemente as pálpebras inferior e superior. Só aí, então, abra lentamente os olhos.
Eventualmente pode ocorrer tontura durante a prática. Não force mas também não abandone (exceto é claro, se você tem problemas mais sérios como, p.ex., labirintite. Consulte seu médico antes de praticar Tratak). Pode ocorrer também, após a prática, dor nos olhos ou mesmo enxaqueca. É bom frisar que estamos movimentando e alongando musculatura ocular , e isto poderá provocar algum incômodo, da mesma forma como acontece quando começamos a fazer algum exercício após estarmos meio enferrujados. Além disso, estamos mobilizando profundamente uma região importante que "hospeda" conteúdos psico-emocionais mal digeridos, na forma do que o Dr. W. Reich chamou de couraça ocular. A mobilização desses conteúdos do inconsciente mobiliza nossas defesas que vão procurar sabotar o processo de resgatar o livre fluxo da energia. Com a prática os desconfortos normalmente desaparecem.
Problemas oculares como miopia, estrabismo, astigmatismo e hipermetropia são considerados configurações diferentes de couraças oculares. O trabalho com Tratak pode, dependendo da perseverança, atenuar ou até mesmo curar estes distúrbios oculares. Com toda a certeza, a moderna Ortóptica vem direta ou indiretamente do Tratak. Atenção: pessoas com problemas mais sérios, como por exemplo, glaucoma, devem consultar o olfalmologista antes de praticar Tratak.

Técnica
Postura: Padmasana, ardha padmasana, sukhasana, siddhasana, dandasana ou vajrasana.
Um braço flexionado 90 graus e o outro abduzido 90 graus: saltar o olhar de um dedão ao outro várias vezes. Trocar a posição dos braços.
Os dois braços abduzidos 90 graus: saltar o olhar de um dedão para o outro.
Braço flexionado 90 graus: lentamente abduzi-lo horizontalmente 90 graus acompanhando com o olhar, parar alguns segundos para alongar e voltar. Trocar o braço.
Um braço flexionado até o ponto mais alto que a vista alcançar e o outro o mais baixo que a vista possa alcançar. Saltar o olhar de um dedão para o outro várias vezes. Trocar a posição dos braços.
Saltar o olhar de Nasagra para Brumadhya dhristi indo e voltando várias vezes.
Braço flexionado 90 graus: elevar lentamente fazendo a flexão e acompanhando com o olhar até o ponto mais alto. Parar alguns segundos para alongar e voltar até o ponto mais baixo. Parar para alongar e voltar para o centro. Repetir com o outro braço.
Em Vajrasana: Flexionar um braço até o ponto mais alto e vir aduzindo-o fazendo um grande meio-círculo até a posição mais baixa. Trocar de braço e fazer o outro lado subindo o outro meio-círculo. Fazer a ida e a volta do círculo completo.
Flexão dos dois braços a 90 graus, mãos juntas: fixar o olhar em um ponto no infinito e ir lentamente abduzindo horizontalmente os braços até 90 graus e voltar. Procure simultaneamente fixar o ponto a frente no infinito e acompanhar na visão periférica os dois dedões que se movem cada um para um lado, indo e voltando para a posição inicial.
Braço flexionado 90 graus: foque o centro da unha do dedão e venha aproximando-o lentamente dos olhos, forçando o foco, até a mão encostar no nariz. Volte e troque o braço. É importante procurar manter o foco, mesmo quando isto é impossível.
Fixe o olhar na ponta do nariz (Nasagra dhristi). Em seguida fixe o olhar em um ponto no infinito. Vá e volte o olhar, inicialmente bem lentamente e depois saltando o olhar da ponta do nariz para o infinito e vice-versa.
O Tratak clássico : coloque uma vela acesa um pouco abaixo da altura dos olhos, e a cerca de um metro de distância. Fixe firmemente o olhar sem piscar até que os olhos lacrimejem. Feche-os e relaxe.
Fontes:
- Yogasanas, Pranayama, Mudra e Bandha, Swami Satyananda Saraswati.- Gerandha Samhita e Hatha Yoga Pradipika, tradução de Caio Miranda.


Ernani Fornari (Dharmendra)